quinta-feira, 18 de novembro de 2010

RÓTULOS

Alto, magro, careca, cabeçudo, bochechudo, esperto, bonito, loiro, negro, judeu, nordestino, carioca, mentiroso... É muito grande a facilidade com que rotulamos as pessoas, seja de forma elogiosa ou pejorativa. Mas, creio eu, que infelizmente o façamos com maior empenho de forma desmerecedora.
Às vezes, sem sequer conhecer uma pessoa já vamos lhe dando um rotulo: aquele lá é um gorducho, deve comer sem parar! Coitado, olha só como ele é baixinho! Ela só pode ter subido na empresa porque ficou com o chefe. E sem perceber nós espalhamos comentários que ofendem e denigrem nossos irmãos.
Talvez façamos isso por inveja, talvez porque é mais fácil apontar nos outros os defeitos que sabemos existir em nós mesmos, ou talvez seja apenas necessidade de auto-afirmação. Não sei, mas o que realmente é chocante é o fato de que estamos fazendo isso cada vez mais constantemente, e geralmente sem perceber.
Você pode nem ter reparado, mas com certeza já se pegou rindo com aquele apresentador de televisão que vive debochando dos gordinhos, ou com aquele outro programa de TV que insiste em abusar das pessoas fora do padrão de beleza estabelecido. Você já deve ter recebido e-mails dizendo isso ou aquilo de um político ou alguma celebridade qualquer e depois o repassou, como se dissesse sim a tudo que falaram da pessoa, sem nem mesmo saber se é ou não verdade.
Quem sabe, se parássemos e refletíssemos só um pouquinho, as traves do preconceito cairiam e nos tornaríamos justos com nossos irmãos, evitando todo este tipo de repúdio gratuito, afinal, não somos todos semelhantes? Não somos uma só raça? Não somos à semelhança de Deus, que é perfeito? E, se assim é, porque insistimos em realçar o que vemos de ruim em nossos irmãos quando o que realmente esta dentro deles é a pura e grandiosa imagem de Deus?
Há muitos anos um Homem resolveu enxergar em seus semelhantes o que eles realmente eram: viu um grande líder em um simples pescador, viu a bondade no coração de um ladrão, viu a sede por uma vida digna nos olhos de uma adúltera, viu um grande missionário em seu perseguidor. Cristo sabia das falhas de cada um que se aproximava dele, mas ao invés de realçá-las Ele proporcionava condições para que aflorasse o que havia de melhor.
E nós, porque não estamos fazemos isso? Porque insistimos em nutrir preconceitos? Porque não conseguimos enxergar além das aparências? Porque temos tanta facilidade para destruir e tão pouca para construir?
Pode ser que a receita para conseguir isto seja imitar o mestre, assim como dizia aquela música do padre Zezinho: Amar como Jesus amou, Sonhar como Jesus sonhou, Pensar como Jesus pensou, Viver como Jesus viveu, Sentir o que Jesus sentia, Sorrir como Jesus sorria, E ao chegar ao fim do dia, Eu sei que dormiria muito mais feliz.
Se todos (principalmente os que se dizem cristãos) agirem assim, talvez chegue logo o dia em que finalmente nós consigamos ver alem das aparências, então o mundo se tornará realmente um lugar melhor para viver, onde os rótulos não terão a menor importância, pois o que realmente conta é o que está dentro, no coração de cada um de nós.


Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. (Gênesis 1, 27)

Mas o Senhor disse-lhe: Não te deixes impressionar pelo seu belo aspecto, nem pela sua alta estatura, porque eu o rejeitei. O que o homem vê não é o que importa: o homem vê a face, mas o Senhor olha o coração. (1 Samuel 16, 7)

Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós. (João 13, 15)

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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

CORAGEM

Estou postando mais um texto que está no livro, e ao final tem mais um vídeo relacionado com ele. Leiam e comentem, por favor.

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Creio que você já ouviu falar de Beethoven, um compositor que mesmo surdo foi capaz de elaborar as mais belas sinfonias. E de Stevie Wonder? Um homem cego de nascença que efetivamente não viu barreiras que pudessem deter seu avanço no mundo da música.
E sobre Thomas Edison? Mesmo tendo falhado centenas de vezes na criação da lâmpada elétrica ele não desistiu, e como resultado foi coroado com o êxito. Não fosse pela sua persistência talvez não houvesse energia elétrica hoje.
Você já deve ter lido ou escutado alguém falar sobre Mahatma Ghandi e Martin Luther King, homens que sem usar a violência conseguiram envolver pessoas em suas causas e mudar toda uma cultura de preconceito e discriminação em seus países.
É bem provável que você conheça a história de Davi, um pequeno pastor de ovelhas que derrotou um guerreiro gigante apenas com uma atiradeira e uma pedra.
Com certeza você conhece Maria, a mãe de Jesus, uma simples mulher judia que deu seu sim a Deus mesmo sabendo que poderia ser morta se descobrissem sua gravidez sem marido.
Mas o que une todas estas pessoas, você pode se perguntar? Seria o fato de serem grandes personalidades de nossa história? Seria por terem sido vitoriosos no que se propuseram fazer? Será que se trata de pessoas predestinadas, que foram escolhidas para uma grande missão?
Com certeza a resposta é sim para todas estas perguntas, mas o que mais me chama a atenção em todos eles não é nada disto, e sim o fato de que todos tiveram a coragem e a ousadia de enfrentar seus medos, de se opor contra as injustiças e de superar suas limitações. Se eles não tivessem tido esta coragem não seriam hoje grandes personalidades. Talvez não fossem aclamados como vitoriosos e com certeza o seu destino teria sido outro.
Você também deve estar se perguntando o que tudo isto tem a ver com você. Eu digo: TUDO. Graças a pessoas que tiveram a ousadia de fazer algo diferente o mundo hoje é um lugar melhor. Só que ainda há muito por melhorar.
Existem muitas crianças carentes precisando de alguém que lhes conte uma estória. Há muitos idosos abandonados precisando de alguém que os ouça e dê atenção. É numeroso o contingente de pessoas que precisam de um agasalho ou de um prato de comida.
Ainda existem doenças sem cura, animais em extinção, livros a serem escritos, quadros a serem pintados e pessoas a serem encantadas com nossos simples gestos de coragem.  
Talvez você não seja um grande músico, não possua o carisma de um grande líder ou não tenha a inventividade de um gênio, mas com certeza você tem talentos. É preciso apenas confiar em você mesmo, abrir-se para o novo e descobrir dentro de si a coragem de superar seus medos e limitações.
Depois, é só dar o seu melhor, acreditar que Deus te capacitou e logo grandes obras estarão sendo realizadas. Pode ser que dentro de algum tempo estejam até relembrando sua história e dizendo: aquele homem (ou aquela mulher) foi uma pessoa que superou todas as barreiras e alcançou grandes feitos.
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Eis que são um só povo, disse Ele, e falam uma só língua: se começam assim, nada futuramente os impedirá de executarem todos os seus empreendimentos. (Gênesis 11, 6)

Quanto a vós, sede fortes, não vos acovardeis, pois vosso labor terá sua recompensa. (2 Crônicas 15,7)

Referi-vos essas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo. (João 16,33)

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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

SEGUINDO O EXEMPLO


Pessoal, já estou postando um dos textos do livro. Leiam e comentem, por favor. Além disto adicionei um vídeo que retrata o que está escrito aqui.

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João era um homem que gostava muito de cachorros. Ele tinha vários em sua casa e cuidava deles sempre com muita atenção: vacinava, mandava aparar o pelo, dava banho e saía para passear. Ele também tinha um filho, Zacarias.
Zac tinha apenas nove anos de idade e era um garoto esperto e muito sapeca. Seu pai, apesar de ter enorme zelo pelos cachorros, era muito rude com o filho, brigando e espancando-o constantemente por causa de suas peraltices.
O pequeno Zac, mesmo sem entender o porquê de tanta agressividade, idolatrava e tentava imitar tudo que o pai fazia. Ele queria sempre agradá-lo, mas vez ou outra acabava por cometer “outra das suas”, como dizia João.
Certa vez o pai comprou um filhote de beagle de raríssimo pedigree, o que lhe custou uma verdadeira fortuna. Nos primeiros dias ele deu extrema atenção ao cachorrinho, não desgrudando dele um só minuto, mas um dia, quando saiu de casa, ele disse ao seu filho:
- Zac, vou sair e preciso que você fique de olho no Tod, o cachorrinho novo que eu comprei. Não deixe que ele faça nada de estranho, ouviu bem.
- Tudo bem papai – o garoto mostrou-se animado por poder ajudar seu pai em alguma coisa.
Logo que o homem saiu o garotinho foi até o canil verificar como o cão estava, mas o cachorro, que era muito agitado, saiu correndo assim que Zac abriu a porta. Temendo uma represália do pai o menino saiu atrás do cão, que correu dele por alguns minutos antes que ele conseguisse pegá-lo.
Assim que colocou o cachorrinho de volta no canil Zac pegou um pedaço de mangueira que ficava no quintal e deitou-a no lombo do cachorro, na clara intenção de corrigi-lo.
Chegando em casa João foi direto ao canil verificar como estavam seus adorados cães, e assim que viu o estado deplorável em que estava seu filhote de beagle ele chamou o filho e perguntou o que tinha acontecido.
- Eu fiz exatamente o que o senhor teria feito papai – respondeu o garoto orgulhoso.
- Mas como assim? – perguntou o pai, sem entender nada e pronto para agredir o filho.
- Quando eu abri a porta do canil o Tod saiu correndo. Eu gritava para ele voltar pra dentro, mas não adiantava, pois ele latia comigo e depois saía correndo e balançando o rabo. Depois ele esperava que eu corresse atrás dele e quando eu fazia isso ele continuava correndo de mim. Então, quando consegui agarrá-lo, eu bati nele com a mangueira para que ele aprendesse a não fazer mais isto.
- Garoto burro, será que você não percebeu que ele só estava querendo brincar com você? – antes mesmo de terminar a frase o pai tirou a correia e começou a espancar o filho, sequer percebendo que ele estava apenas reproduzindo as atitudes que via no seu pai.


REFLEXÃO: O que devemos aguardar de nossos filhos se só lhes damos maus exemplos? Como esperar deles amor, se o que lhes concedemos é violência? Será que nossas atitudes não estão contrárias aos nossos anseios? Tomemos o exemplo do mestre, que praticou apenas atos de amor, compaixão e humildade antes de pedir a seus discípulos que o imitassem.

“Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós” (João 13, 15)

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No Ritmo de Deus


 

A rotina  e o cotidiano muitas vezes fazem a vida parecer linear e previsível, mas aquele que possui a centelha do Espírito Santo percebe que de cada acontecimento de nossas vidas, por mais simples que seja, podemos tirar grandes lições e ensinamentos.


 
No Ritmo de Deus é um livro de minha autoria que traz histórias e reflexões assim, simples, mas profundas. Talvez você se reconheça em algumas delas, talvez você seja tocado por algumas delas, mas o certo é que você irá se embalar e encantar a cada página lida, pois a palavra do Senhor e as músicas do céu invadirão e permanecerão em sua alma e coração com este livro.

Vou postar aqui alguns capítulos do livro e espero comentários, mas desde já obrigado a todos que se dispuseram a ler algumas destas linhas.